sexta-feira, 14 de maio de 2010

dia ruim

Com as entranhas em fogo e a cabeça rodando em latejante desvario o dia vai.
Mas o pior de sucumbir é de repente perceber que o mundo andou e você tem que ir correndo atrás dele.

Merda.

domingo, 9 de maio de 2010

não se sabe o que

Uma menina boba, sem perspectivas.. sem muita vontade de nada.
Menina mimada, a chatinha da família. Com seu dinheiro no bolso e seus caracóis de sol esqueceu que o mundo vai além, e muito além.
Amou, sofreu, esteve entregue... e dessa entrega algo mais germinou. Mais que a velha vontade de fugir e a velha certeza de que não é.

A menina teve que crescer... mãe, tenho medo... pai, vergonha.
Vida, luta. Choro, desespero... pensamentos turvos. Sinestesia.

Valores invertidos são difíceis pra qualquer um. Dor, sangue, mais dor. Choro.
Dessa vez era alegria. Era medo. Era destino. Era sina.
Veio o branco. As flores e mais tantos choros.

Veio o vazio. Depois de tanta força e de todo o século, a menina sucumbe. Reergue-se algumas vezes, mas olha ainda praquele ponto esquecido em alguma parte do passado.. antes de toda a dúvida e todo o caos.
Mas tudo mudou tanto... será que algo existia antes disso? será que era só uma idéia? será que havia alguém? Ou era só efeito efêmero de algum entorpecente dos jardins?

E hoje? As dúvidas são tantas, a menina pensa. E pensa tanto que esquece de viver. De agir. Por vezes nem come.
Fica parada olhando pro nada. Olhando pra alguma coisa que nem sabe o que.

E essa menina sou eu. Essa menina é você. Essa menina pode ser qualquer um. Bastam as condições que se deram. Basta um gênio um pouco assim como o nosso. Basta observar.
Mas a menina agradece. Outra menina sempre foi sua força. Seu dia-a-dia. Seu grande amor. Aprendeu a esquecer, mas sabe que está lá.
E chora de novo, enquanto sorri.

sábado, 8 de maio de 2010

Yann Tiersen...

... esse cara é foda.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

agora

As pessoas tem me dado tanta preguiça nos últimos tempos.
Agumas ainda mais que as outras.
Sou mesmo filha de minha época. De saco cheio de tudo e sem perspectiva de nada, vou me enganando com umas coisas pequenas.

Merda.

domingo, 2 de maio de 2010

milhares de bolhas

Hoje achei algo que escrevi faz já algum tempo.
Do dicionário:
tem.po1
sm (lat tempu) 1 Medida de duração dos seres sujeitos à mudança da sua substância ou a mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, apreciáveis pelos sentidos orgânicos
.

De fato eu mudei um bocadinho... Mas lendo, acho que talvez eu tenha mudado até que pouco, o que realmente se alterou foi a situação.
Ainda concordo com aquelas palavras e me identifico com elas. Ainda me vejo pronunciando tudo aquilo bem baixinho enquanto fico sentada numa praça, escondida no meio das árvores à noite. Naquele mesmo lugar, pensando nas mesmas coisas.
E ainda não entendendo nada.

Quando se encontra alguém com quem compartilhar seja lá o que for, o contato real nunca é possível. Invariavelmente o outro se fecha. Invariavelmente nós mesmos nos fechamos. E vamos ficando cada um em sua bolha. Mesmo que as bolhas se justaponham, não deixarão jamais de ser uma bolha. E quem fura o seu casulo e se mete pra fora só se desaponta, mas deveria ser fácil entender que num mundo cheio de bolhas, quem fica pra fora também está sozinho. Neste caso é pior, está vulnerável.
Vazio.
“Não é que o mundo que é uma bosta, é que fizeram a gente acreditar numa coisa que não existe”. Acho que foram estas as palavras. Longe de um consolo, uma verdade. Existe essa tal de verdade? Tanto faz.
A minha verdade é que procuro sempre um contato. Uma coisa que não existe.
Tristeza
Mas o que importa é que acabou minha hora, pago e vou embora. Tenho que correr, para variar estou atrasada e devo fazer alguma coisa, que já nem sei se é por qualquer pessoa, ou se é apenas pela formalidade.


Um recorte daquilo que escrevi.
E que ainda está aqui. Lateja e corta essa massa que mais parece uma noz na minha cabeça. A visão se turva e o mundo fica todo estranho, sem formas e sem cores. De repente nada mais fez sentido. Era eu e você em mim. Mas eu, prostituta que sou, tentei deixar de lado qualquer coisa que fosse meu e me vendi mais uma vez, procurando satisfazer no outro algo que sequer me incluía, mas que ele, sem ter a quem recorrer, me pagou pra fazer.

Eu só esqueci que me basta fechar os olhos pra ver a praça de novo.
E que quando está escuro ainda é com você que eu converso.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ensaio

Só mesmo um ensaio de como enviar postagens direto do e-mail. Mas já que estou aqui, aproveito para reclamar... saco de obrigações e falta de concentração!
>.<

No clima de enfastio

Cansaço... Sempre mais cansaço.
Preguiça de ir, de vir, de ficar. Medo do que vem, saudade do que foi, certeza de que as coisas não vão voltar. Estômago ruim, peristaltismo alterado, fome e ânsia.

Tanta coisa, mas tanta coisa, que no fundo não fica coisa nenhuma. E vem mais cansaço.. de pensar, de agir.
Só queria existir. Comida, bebida, sono, sexo... e só existir.

Mas vou me cavando buracos e me jogando mais e mais. Um dia, quem sabe, eu chego do outro lado. Um dia, quem sabe, eu saiba o que está acontecendo.

Um dia, quem sabe, eu já não me importe com isso.
Um dia, quem sabe, o eu não exista.