Um dia, conversando com um amigo, surgiu uma dúvida. Um pouco estranha e incomum de se pensar, mas vale o exercício de imaginar.
Pense assim: cada pessoa tem, durante sua vida, suas mil e uma facetas, todas as personalidades e oportunidades que foi, que pensou ser ou que sequer admite imaginar (mas que estiveram lá!). Muitas construções no caminho que são abandonadas pouco a pouco na estrada, deixadas de lado conforme o caminho segue e as condições mudam.
Os interesses mudam.
Pois então, todo mundo já foi mãe, nem que tivesse sido só naquela hora em que viu a foto do bebê mais lindo do mundo (ou que deu uma dura no irmão porque ele não comeu as cenouras, também vale). Todo mundo já foi um craque no futebol, nem que fosse naquele único gol que você marcou na vida, quando a bola bateu no seu traseiro e o goleiro não viu (lembra? Foi um golaço! O primário todo vibrou!). Uns já foram o gordinho suado, outros a modelo internacional. Existe quem já tenha sido ambos.
Entre tomada de posições, mudanças de atitudes e devaneios momentâneos, não importa o sexo, a (des)orientação sexual, nem a idade. Não importa sua imagem para o mundo. Você já foi de tudo, nem que por meio segundo cada coisa.
Com isso em mente, me responda o seguinte:
Se por acaso cada uma dessas vozes pudesse momentaneamente se livrar de você e ser ouvida, qual delas jamais quereria voltar? Qual delas te abandonaria pra sempre e sem medo de ser feliz?
Pensei em algumas coisas, por exemplo o garotinho do primário cheio de expectativas com o futuro. Ele aparece vez por outra, quando você se encanta novamente com uma idéia. Pensei que talvez ele jamais quisesse voltar pra você, afinal, convenhamos, você vive tirando os sonhos do pobre. Faz questão de mostrar pro garoto que ele é infantil de mais e inocente de mais.
Pensei também que poderia ser a modelo gostosa. Bem, se ela pudesse sair do seu corpitcho por um momento, se pá ela correria o mais rápido possível (e sem olhar pra trás!) para as portas das emissoras de TV, ou para o colo de um cara rico. (Quanto preconceito! tsc, tsc)
Não, não.. acho que não, quem sabe o viajante? Aquele cara de dreads no cabelo, mochila nas costas e espírito de aventureiro pulsando no coração. Pô, esse aí ia ficar muito agradecido de sair da sua vida medíocre, vai?
Poderia viajar, ver o mundo, conhecer novas pessoas e culturas... tudo o que você sempre prometeu pra ele e nunca cumpriu.
Mas não sei, o cara é bonzinho. Ele acaba se adaptando, né?... É.. não sei.
Pensei, pensei. Mas não cheguei à uma conclusão.
Quem fugiria de você? Quem iria preferir ficar sozinho a seguir trocando de lugar com todas aquelas outras máscaras?
Se tivesse que escolher só uma... Quem?
[Quero deixar claro que, embora eu tenha escrito tudo, a idéia principal não é minha, é do meu amigo]
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Mão
Escreve, escreve, escreve.
apaga.
escreve, escreve, escr...
para.
apaga.
amassa a folha, mas não tem coragem de jogar fora.
vai que um dia ela sirva.
Nem que seja pra lembrar.
mas tudo bem.
dessa vez a mão tá preparada.
tem bastante papel no bloco.
tem bastante saco pra guardar o lixo.
apaga.
escreve, escreve, escr...
para.
apaga.
amassa a folha, mas não tem coragem de jogar fora.
vai que um dia ela sirva.
Nem que seja pra lembrar.
mas tudo bem.
dessa vez a mão tá preparada.
tem bastante papel no bloco.
tem bastante saco pra guardar o lixo.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
dois vãos
Dois vãos se fazem na superfície há muito não vista.
Superfície plana, superfície lisa, superfície estagnada.
Com toda a calma aparente, com toda a alma do ambiente,
Dois vãos se fazem na superfície extremista.
Ebriedade contumaz que pinga incessantemente pelo vão da cá,
Frenesi delirante que escorre pelo vão de lá.
Herdado desprezo que retorce a superfície daqui,
Inexpressiva sinuosidade que transfigura qualquer coisa acolá.
Pode em vulgar engano transparecer indistinção,
Embair que se trata de mais uma chicanista.
Fazendo troça de quem para ela olhar,
Se deixando mostrar apenas aquela imagem porrista.
Mas fique certo de que turva é somente em aparência,
Falta a luz certa, o sol no alto e alguém que entenda a terra.
O nome do jogo é quietude, é atenção.
Aquele relevo não busca nada, mas ainda assim, espera.
Superfície plana, superfície lisa, superfície estagnada.
Com toda a calma aparente, com toda a alma do ambiente,
Dois vãos se fazem na superfície extremista.
Ebriedade contumaz que pinga incessantemente pelo vão da cá,
Frenesi delirante que escorre pelo vão de lá.
Herdado desprezo que retorce a superfície daqui,
Inexpressiva sinuosidade que transfigura qualquer coisa acolá.
Pode em vulgar engano transparecer indistinção,
Embair que se trata de mais uma chicanista.
Fazendo troça de quem para ela olhar,
Se deixando mostrar apenas aquela imagem porrista.
Mas fique certo de que turva é somente em aparência,
Falta a luz certa, o sol no alto e alguém que entenda a terra.
O nome do jogo é quietude, é atenção.
Aquele relevo não busca nada, mas ainda assim, espera.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Mais um do e-mail...
Esqueci a senha do meu Blog...
Vê se pode uma coisa dessas. Eu sou cada vez mais dependente do meu computador. Atenção: não estou dependente de um computador, com se fosse qualquer um, estou dependente do MEU computador. Um só e bem específico, com vida útil já pelas últimas, mas ainda com tudo que me interessa lá gravadinho. Que lástima.
Percebi isso quando de repente estou em outro lugar, outro pc e nada meu aqui. Nenhuma foto, nenhum dos meus mil arquivos, nada dos meus programas, nem filmes e seriados... Niente!
Primeiro pensamento: "Merda, esse pc não tem nada que eu quero, como vou mexer na internet se nem minha senha tá gravada aqui??"
Segundo pensamento: "Ai que absurdo. Ser completamente dependente de uma droga dessas"
Fiquei, como diria um ilustre (cada vez mais des)conhecido, contemplativa. Imaginando como seria se a tecnologia de fato fosse inutilizada por um momento. Toda ela.
Ano passado, quando quase o país inteiro apagou de repente, já deu pra ver a confusão dos infernos que foi. Quero ver quando der uma pane no sistema todo. n"O Sistema".
Vai ser um pandemônio... Caos vai ter que criar uns filhos novos, porque Gaia vai sucumbir e levar Urano junto... Talvez sobre Tártaro... talvez sobre SÓ Tártaro.
o.O
E tudo isso por conta de uma mísera senha de um blog idiota... Bem, isso, um pouco de imaginação e tempo livre.
hehehe
=p
segunda-feira, 5 de julho de 2010
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